Meteorologia e Qualidade do Ar

Estrutura vertical da atmosfera
Fonte: slideshare.net

Embora a atmosfera tenha uma extensão de várias centenas de quilómetros, cerca de 90% dos constituintes atmosféricos encontram-se nos primeiros 15km da atmosfera, na camada que designamos por Troposfera. É na troposfera que se encontra o ar que respiramos e onde são libertados os poluentes atmosféricos que resultam da multiplicidade de atividades humanas.

Os poluentes atmosféricos são transportados na circulação atmosférica da mesma forma que o ar e como consequência os padrões de circulação atmosférica regem a forma como os poluentes se dispersam e se deslocam pela troposfera e determinam a sua concentração em cada local e em cada instante.

Como é evidente, vão existir condições meteorológicas que contribuem para a concentração dos poluentes, e logo pior qualidade do ar, e condições que vão favorecer a sua dispersão e deposição removendo-os da camada de ar junto á superfície onde são passíveis de serem prejudiciais para os seres vivos.

A qualidade do ar num determinado local e instante resulta da soma dos poluentes originados localmente com os poluentes que são transportados pela circulação atmosférica para esse mesmo local logo, para prever a evolução da qualidade do ar, importa não só conhecer as condições meteorológicas locais e no momento mas também a circulação de larga escala e o passado recente da atmosfera.

Em suma, a qualidade do ar está diretamente relacionada com as condições meteorológicas e o seu diagnóstico e prognóstico são essenciais quando se pretende prever a qualidade do ar. No entanto, os processos em meteorologia são complexos e envolvem inúmeras variáveis e interacções entre escalas.


Análise das Condições Meteorológicas

As condições meteorológicas são avaliadas através do comportamento de variáveis meteorológicas como o vento, a temperatura, a humidade ou a precipitação entre outros mas é importante perceber que é a sua interacção e conjugação que resulta num favorecimento ou não da qualidade do ar ambiente. Convém também realçar que as condições meteorológicas podem variar muito rapidamente e que as características dos diferentes poluentes são relevantes na análise.

Na análise das condições meteorológicas atuais são utilizadas várias ferramentas de visualização da informação que resultam das várias formas de observar a Terra, entre estas destacamos as cartas de superfície, as sondagens aerológicas (radiossondagem) e as imagens de satélite.

No campo do prognóstico, são utilizadas as cartas dos campos previstos pelos modelos numéricos com representações do campo da pressão e são avaliados os perfis verticais de variação de várias variáveis meteorológicas através de tefigramas.

Carta de superficie do campo da pressão com representação das superferfícies frontais. Fonte: MetOffice

Tefigrama da Radiossondagem da base aérea das Lages.
Fonte: Universidade do Wyoming

Imagem de satélite do Compósito RGB Poeiras
Fonte: EUMETSAT

Imagem MODIS (Moderate Resolution Imaging Spectroradiometer)
Fonte: NASA